Você provavelmente sabe quanto ganha por mês. Mas já parou para pensar quanto custaria passar 30 dias sem conseguir trabalhar?

As contas não param junto com a renda. O financiamento vence, a escola continua, o supermercado faz parte da rotina e os compromissos assumidos permanecem.
E é justamente nesse momento que muita gente percebe que planejamento financeiro não é apenas sobre quanto conseguimos guardar ou investir. Também é sobre como protegemos aquilo que nos permite continuar construindo.
Se a sua renda parasse hoje, o que continuaria chegando?
Faça um exercício simples: imagine que, a partir de amanhã, você precisasse ficar um mês afastado do trabalho.
Agora pense em tudo o que continuaria fazendo parte da sua vida normalmente: moradia, alimentação, escola dos filhos, plano de saúde, financiamentos, funcionários, impostos e tantas outras despesas.
Para quem é profissional autônomo, empresário ou depende diretamente da própria capacidade de trabalhar para gerar renda, essa conta pode ser ainda mais importante.Porque uma coisa é ter despesas inesperadas. Outra é ter as despesas de sempre enquanto a renda diminui ou deixa de entrar.
A reserva de emergência é importante. Mas ela tem uma função.
Ter uma reserva financeira é uma das bases de uma vida financeira mais organizada. Ela ajuda justamente a trazer mais tranquilidade diante de situações inesperadas, mas isso não significa que a reserva precise ser a única responsável por sustentar todos os riscos da vida.
Pense nela como uma parte da estrutura. Utilizar durante meses um dinheiro que estava reservado para emergências pode significar, dependendo da situação, consumir justamente a segurança financeira construída ao longo dos anos.
É aí que surge outra pergunta importante: Existe alguma forma de proteger a renda sem depender exclusivamente do patrimônio acumulado?
E o INSS?
O INSS também faz parte dessa conversa.
O Benefício por Incapacidade Temporária é destinado a quem comprova incapacidade temporária para o trabalho ou para sua atividade habitual por período superior a 15 dias, desde que atendidos os requisitos previdenciários aplicáveis, mas cada pessoa possui uma realidade financeira diferente.
Por isso, principalmente para quem possui uma renda mais elevada ou depende diretamente da própria atividade profissional, é importante avaliar se o benefício disponível seria suficiente para manter os compromissos financeiros durante um afastamento.
Não se trata de substituir o INSS. Trata-se de entender qual seria a diferença entre a proteção disponível e a renda necessária para manter sua vida funcionando.
É aqui que entra a proteção de renda
Existem seguros desenvolvidos justamente para situações em que a capacidade de trabalhar é temporariamente comprometida.
Uma dessas possibilidades é a Diária por Incapacidade Temporária (DIT). De forma geral, essa cobertura prevê o pagamento de diárias quando, observadas as condições contratadas, o segurado fica impossibilitado de exercer sua profissão ou ocupação durante determinado período.
Na prática, ela pode funcionar como uma camada adicional dentro do planejamento financeiro. A reserva continua sendo reserva. Os investimentos continuam destinados aos objetivos para os quais foram construídos. E existe uma proteção específica pensada para determinados períodos de incapacidade.
É importante lembrar que coberturas, valores, franquias, riscos excluídos e critérios para pagamento variam conforme o seguro contratado. Por isso, uma análise individual é fundamental.
Talvez a pergunta mais importante não seja quanto você ganha
Quando pensamos em crescimento financeiro, normalmente olhamos para salário, faturamento, investimentos e patrimônio, mas existe uma pergunta que deveria acompanhar tudo isso:
Quanto da sua renda estaria protegido se você não pudesse trabalhar amanhã?
Porque sua capacidade de gerar renda é justamente o que permite pagar as contas, investir, construir patrimônio e realizar planos. E proteger essa capacidade também faz parte de um planejamento financeiro bem estruturado.
Você não precisa viver esperando que um imprevisto aconteça, mas pode organizar sua vida para que, se ele acontecer, 30 dias sem trabalhar não signifiquem 30 dias de preocupação financeira.
Referências
https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira
https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/como-as-instituicoes-desenvolverao-as-medidas-de-educacao-financeira
https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-beneficio-por-incapacidade-temporaria-auxilio-doenca
https://www.gov.br/susep/pt-br/copy_of_planos-e-produtos/seguros/seguro-de-pessoas
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